terça-feira, setembro 18, 2012

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...



Estou sempre entre ser
Louco
Puto ou
Santo

É que nos três
eu vejo sempre
algum encanto


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sexta-feira, março 02, 2012

E o verbo se fez carne

a carne voltou a ser pó
o pó diluiu-se ao vento

o ventou integrou-se às nuvens

as nuvens sonharam um poema

o poema se fez verbo

e o verbo se fez carne

quarta-feira, setembro 21, 2011

quarta-feira, agosto 31, 2011

Marquei um desencontro
Comigo mesmo
E não apareci!

E ficando onde estava
Sem buscar mais nada
Sem saída e sem chegada

Entrei por outras estradas
Encontrei o que não procurava
Cheguei denovo a mim


Luz da Chuva - aesthesis cotidiana (Videopoesia )


terça-feira, agosto 30, 2011

videopoesia

(clique para ampliar)

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Se a voz do tempo tivesse gritado
Para nos espertar
Nos desapertar
Do sono da existência
Do feno da ignorância
Dos véus de ilusão...

Mas ela era movimento e contemplação
Pura e simples


E no templo do tempo
Havia um altar de pedras redondas
alisadas pelos atritos
que sofreram
Sulcadas pelos risos
Choradas pelos rios
Cunhadas por solidão

Quem soube ouvir a voz de uma pedra
Ouviu a voz do tempo

Porque sua voz é pura e simples

É completo silêncio
e resignação


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segunda-feira, agosto 29, 2011



As palavras estão pousadas
nos galhos de uma árvore seca.

Aguardam prontas mas em silêncio
alguem que, desatento,
lhes façam revoar dalí

Fazendo surgir em seu voo
despretencioso

Alguma poesia.

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terça-feira, fevereiro 08, 2011

Estamos fartos!

Fartos de lançamentos de carros novos

De celulares com mais 10 funções inéditas
que nunca utilizaremos

Fartos de nos dizerem
O que devemos usar
o que devemos dizer
o que devemos sentir


Fartos de propagandas vazias
Com cachorros pra criar empatia
Ou mulher bonita pra vender a cerveja


Fartos de noticias banais
Sobre a vida idiota
De exibicionistas narcisos

Fartos de fatos imprecisos
Criados, manipulados
E vendidos


Fartos do discurso falso
De indústria verde
De criação de empregos
Da ditadura da economia


Fartos de tanta violência simbólica
Da violência física e psicológica
Dos que sugam a mais-valia

Fartos de criar expectativas falsas
Das falas demagogas
Em nome de uma pseudo- democracia

Estamos fartos de ofertas e lançamentos
Dos mercadores de almas

De programas de domingo
Vomitando baixo entretenimento

Fartos de ver a fartura em poucas mãos
Sendo que ela foi construída por muitos

Alguém, por favor,
Queira criar alguma coisa nova
Uma coisa outra

Que nos devolva um pouco de respiração
Nos deixe cultivar um pouco de sossego na alma
e faça brotar alguma poesia
Enquanto aprendemos o silêncio!


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Continue vc a poesia!

sexta-feira, novembro 05, 2010


clique em cima para ampliar o convite

segunda-feira, julho 05, 2010

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Ando por ruas

Desertas

Pelas veias abertas

Da américa

.

Pelas velhas

Esperanças de amanhãs

.

Nem sei se ando

.

Os pés caminham

Neles apenas confio

.

Que saibam pra onde vão

Que saibam

.

Ouvir as mãos

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Kaibers

terça-feira, maio 18, 2010

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Não me julgue pelo que falo
Nem julgue o que sai da minha boca

Tudo isso é palco
Tudo isso é pouco
É tudo solto

É só meu modo de te crer
Só meu medo de te ver
Meu meio de te ter

Dentro desse oco do discurso
Há uma infinidade de coisas indo, vindo

Incontáveis momentos de encanto
Que eu não sei descrever
Que não consigo dizer

Mas sinta minhas veias:
Pulsam
E as tuas também
Estão correndo

Ao toque sutil dos dedos
As células ecoam e
Vibram
Saboreiam
Desfrutam

É meu carnal bouquê
Sendo-te oferecido
Em doce sacrifício

Devora-o com teus dentes
Sem receio

E despedaça esse disfarce
Forjado
E corroído
Esse pesado traje

Chamado Eu, chamado Você

Chamado nós
Chamado texto

...


domingo, abril 18, 2010

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As vezes
olho de cabeça pra baixo
e penso:

é assim que tinha que ser

As vezes acho
que nem deveria existir

E as vezes nem penso muito
para nao mais sofrer

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domingo, abril 11, 2010

domingo, março 14, 2010

E hoje

degustaremos tediosamente mais uma tentativa,

do destino ou em vida,

de nos manter acesos ante as cinzas

que ja invadem nossos olhos...
Ouço meu corpo,
ouço meus medos,
ouço meus sonhos,

ouço os homens
os bons e os maus,

ouço o silencio
e o barulho


tudo diz algo
em sua dificil linguagem


nem sempre há consolo

ante a voz

da propria existencia


E tudo se cala

em sua propria finitide

novamente

...