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Um dia
você levanta
e sofre um espanto:
-oh?! Quem é esse meu Deus?!
Quem é ESSE no espelho?!
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terça-feira, junho 26, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
segunda-feira, junho 04, 2007
domingo, maio 20, 2007
Que venha o sumo
a soma
o senso
e o sublime
e nada disso será ainda o Sentido
e nao seremos ainda
nada disso tudo
e no entanto a alma
vez em quando engana-se
achando que o mundo
era aquilo que via
A voz volta-nos soando repetitiva
Nada de novo no mundo
Afazeres, risos, choros, vida
E grávidos de uma exitencia Outra
Dessa substancia informe e incolor
e indefinidaa
agonizamos alguma felicidade
Que vontade é essa que nos pertuba tanto
que desconhecemos
e precisamos manter escondida?
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quarta-feira, maio 02, 2007
quarta-feira, abril 18, 2007
Eu nao tenho mares
só um pequeno rio
só um pequeno rio
calmo e sereno
de águas revigorantes
É nele que correm meus mares
meus céus infinitos
é nele que as estrelas caem
de onde meus sonhos estão
a emergirem e naufragarem
num fluxo indefinido
(sombras que acariciam a pele)
Um rio onde me sento
para descansar
do mundo
E que conheço bem
porque eu mesmo
o chorei
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quinta-feira, abril 05, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
quinta-feira, março 22, 2007
Foto: jardim pedras
Cultivo um jardim de pedras
porque elas me ensinam silencio
nesse turbilhão de palavras vãs
porque elas não precisam mentir
para apenas ser
porque apenas são
sem expectativa ou medos
Sem arrebatamentos de alegria
ou devaneios de tristezas
simples pedras em seu inrreconhecido jardim
Pedras são por dentro e fora a mesma essencia
Os homens são líquidos
No entanto
quase nunca fluem
Para dentro de si mesmos
E eu não quero ser assim
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sexta-feira, março 16, 2007
Onde te escondes
Amiga minha?
Qual teu nome?
Qual tua sina?
Tens em tua fronte
Ferida divina
Que causa-te dor
Que traz-te alegria
Teu corpo quieto
No corpo etéreo
Teu sopro singelo
Teus brandos castelos
Teus quartos brancos
E tantos escuros
Tuas flores chorando
Teus risos florindo
Entre passados e futuros
As mãos ocultando-se
Num ato contrito
Onde estás amiga minha?
Onde? Alma minha?
Onde passeias?
Meu corpo vazio te solicita.
Te quero a mim.
Amiga minha?
Qual teu nome?
Qual tua sina?
Tens em tua fronte
Ferida divina
Que causa-te dor
Que traz-te alegria
Teu corpo quieto
No corpo etéreo
Teu sopro singelo
Teus brandos castelos
Teus quartos brancos
E tantos escuros
Tuas flores chorando
Teus risos florindo
Entre passados e futuros
As mãos ocultando-se
Num ato contrito
Onde estás amiga minha?
Onde? Alma minha?
Onde passeias?
Meu corpo vazio te solicita.
Te quero a mim.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Meu canto sai da terra
E alimenta o ar
Meu pranto no riso encerra
E alimenta o ar
Meu pranto no riso encerra
Meu sonho
no olhar espera
Meu corpo
no mundo dança
na dança cansa
Minha alma
a procurar
Fui sol, fui luar
Hoje sou vento
E tal o vento
Invisível e ligeiro
Hei de ficar
Até que Deus deseje
Que eu me torne meu Desejo
E a Ele retorne
Fui sol, fui luar
Hoje sou vento
E tal o vento
Invisível e ligeiro
Hei de ficar
Até que Deus deseje
Que eu me torne meu Desejo
E a Ele retorne
Sem cessar
sexta-feira, janeiro 26, 2007
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