domingo, março 09, 2008

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Desconstruir
Construir
Descontruir


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A mim,
ao outro
a ti!

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terça-feira, fevereiro 26, 2008

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Nem precisaria mais
de girassóis
no mundo


Teus olhos
iluminariam as vagas noturnas
e me alcançariam


Mas
para fazer saber
ao mundo
e aos que ainda duvidam
da novidade sempre nova
nascida no espírito


plantemos sim
girassóis!

Plantemos
poemas
e contos de amor


Cantemos
o canto
sereno
do vento vai-vem

Sussurremos
segredos
aos pinheiros

e à chuva
sublime companheira

e à lua
amante completa

aos milhares de cantos
do mundo
e ao mundo dos milhares
de beijos
e promessas vãs

e do modo como for


Assim, celebremos
o instante intacto,
último,
de tudo


....

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

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Tranborda-me de tua taça
embriaga-me do teu amor
devolve o pó às cinzas
e cinzas ao fogo
o desejo ao jogo
e o jogo ao amor



...
...

Contradição:

A lua cheia
me esvazia

...

...


Fostes a fina

pele

de meus dias


o rastro húmido

noturno

em minhasvistas


Noite adentro

alma adentro

caminho afora


Fostes doce

sonho

e agora?



Estende-se

ainda

em meus assuntos

e horas



ameno...

terça-feira, fevereiro 05, 2008


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Que passe o tempo

e arraste

em sua mão pesada

a leve folha da vida


Deixando apenas

o rastro eterno

da apagada luz


que foi a humanidade

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quarta-feira, janeiro 23, 2008

...

Sou um estrangeiro no mundo
olhando, alheio, seus transeuntes
tentando imitá-los

na arte, no pensamento e no amor

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segunda-feira, janeiro 14, 2008

terça-feira, dezembro 11, 2007

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A chuva urbana
cai urbana

Nas ruas urbanas
nas árvores urbanas
e seus sons e cheiros

E molha jardins urbanos
e pessoas urbanas

Que andam urbanas,
respiram e falam, urbanas,
assuntos daqui

O prédios, acordados,
observam as casas

Chuva é chuva
molha e escorre sempre
nas mentes
ao menos

Recolhem-se roupas
e anseios

Dos varais
urbanos

...

sábado, outubro 20, 2007

foto: Cascavel - Pr (Kaibers)

...

 












Quis mais
os ventos souberam
o quanto eu quis

a leve vaga
dos teus sonhos

vestidos em mim

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segunda-feira, outubro 15, 2007

foto: Cascavel - Pr (Kaibers)
...


silêncio
silêncio
silêncio


deixa calar o que estão falando
deixa os calos


falam e não dizem
do que a alma
roga


rogam e não falam
do que a alma
implora


silêncio
silêncio
silêncio


atráz do silêncio
a Vida
singela e pequena
discreta
e serena


brota


...

...


Se sou

eu sendo




se está sendo agora


a lua escura


no céu-fim





se fui

vento, pedra, água






nada nada


disso


ficou






tudo é Nada


nada é Tudo





(e ...)





sábado, outubro 13, 2007

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É sempre ausente
essa tua presença

e sempre preenche algum vazio

alguma brisa
algum desejo
de existencia

É sempre pouco
esse beijo louco
essa febre vã
essa coisa outra
essa luta
essa busca
de ti
de mim

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quarta-feira, setembro 19, 2007

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Voa livre
nos jardins
dos tempos

a borboleta
nova-antiga
do menino-do-vento


Atravessa, transparente,
os portais
do eterno-efêmero


Sempre-nunca
em vã fulga
da finitude infinita


...
foto: Praça do Country _Cascavel -PR (Kaibers)


















Eu amei meu inimigo

e nisso encontrei

libertação


Quando o desconhecido

faz tudo ficar perdido

eu mesmo acendo a minha escuridão

(letra de música)


.

quarta-feira, setembro 05, 2007

foto: praça do Country_ Cascavel -PR (Kaibers) Desfez-se em vento
o que eu segurava tanto
e agarrava com as mãos

Diluíu-se
no sopro sonoro
de uma palavra tua

Minha casa
meu corpo
e minha boca

E o silencio que restou,
me abraçando,
acolheu-me em suas asas

Fez tudo dormir

...
...
Minhas mãos
nas tuas mãos

São folhas vivas
são vãos

Por onde escorrem
chãos

Por onde ecoam
sons

Da minha
breve e inaudível
música


Mãos

ãos

Mãos

...
...




O asco
um bom whisk resolve. Dilui. Dissolve.


E o resto?
E o rastro?
E o risco?


E a linha fraca
o frágil cordão que separa
o "tudo" do "nada"?


Corda bamba
onde cada um
a seu modo, a seu medo
estira seus sentidos
direção


Seres cósmicos,
cômicos, entristecidos


De letal estranheza imbuídos
andando firmes
acreditam-se sóbrios
sobre a linha
lírica e fina
linha


Qual linha?


E a substãncia excêntrica
e metafórica das coisas
dissolve-se
num copo


Seu gosto virtual
latitudinal
virginal


Visceras
vasos sanguíneos
flores de glóbulos
campos de células
reações


E o homem
Só!


É só


...