quinta-feira, junho 12, 2008

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Estou correndo na chuva
e nao sei para onde irei
e nem sei para onde voce está indo

estou molhando na chuva
e agora quero só curtir

enquanto voce esta indo
para algum lugar

continuo correndo até o fim
isso se terá algum fim
algum dia

quando houver sol
e eu te encontrar

ainda estarei correndo
na chuva
sem voce




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terça-feira, junho 10, 2008

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Dá-me de beber
um amarelo folha-seca

pra matar a sede
dos olhos meus

Dá-me de sentir
um amarelo
sol-poente

pra eu dormir
sem dor

o sono
dos decentes


Dá-me de correr
no amarelo azul
de um poema sem início

que começou sem mim
(que terá fim?)


a vida

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sábado, maio 31, 2008

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Sopra vento

Leva a leve
borboleta
do tempo

Volta
vento
à vívida
brisa
sopro

E permanece
indo

sempre
sempre
sempre
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sábado, maio 10, 2008

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E hoje

que diria eu do futuro?

Uma visão sem foco
de uma esperança morta?

E do passado?
A sensação incompleta
de uma completa insignificancia?

Hoje
estamos entre vivos
e nao sabemos o que dizer

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terça-feira, maio 06, 2008

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Envolta em encantos e deleites

tão raros e sublimes




Via nas flores

não sua beleza óbvia e aparente




Mas o desejo inconsciente que
aqueles frágeis seres traziam




De apenas ceder aos ventos

e às chuvas

numa dinâmica permanente




E lembrava nisso seus intentos

secretos de lutar ou desisitir




De sua própria
flor-existência





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domingo, março 09, 2008

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Construir
Desconstruir
Construir
Descontruir


Ir
Voltar
Ir


A mim,
ao outro
a ti!

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terça-feira, fevereiro 26, 2008

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Nem precisaria mais
de girassóis
no mundo


Teus olhos
iluminariam as vagas noturnas
e me alcançariam


Mas
para fazer saber
ao mundo
e aos que ainda duvidam
da novidade sempre nova
nascida no espírito


plantemos sim
girassóis!

Plantemos
poemas
e contos de amor


Cantemos
o canto
sereno
do vento vai-vem

Sussurremos
segredos
aos pinheiros

e à chuva
sublime companheira

e à lua
amante completa

aos milhares de cantos
do mundo
e ao mundo dos milhares
de beijos
e promessas vãs

e do modo como for


Assim, celebremos
o instante intacto,
último,
de tudo


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segunda-feira, fevereiro 25, 2008

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Tranborda-me de tua taça
embriaga-me do teu amor
devolve o pó às cinzas
e cinzas ao fogo
o desejo ao jogo
e o jogo ao amor



...
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Contradição:

A lua cheia
me esvazia

...

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Fostes a fina

pele

de meus dias


o rastro húmido

noturno

em minhasvistas


Noite adentro

alma adentro

caminho afora


Fostes doce

sonho

e agora?



Estende-se

ainda

em meus assuntos

e horas



ameno...

terça-feira, fevereiro 05, 2008


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Que passe o tempo

e arraste

em sua mão pesada

a leve folha da vida


Deixando apenas

o rastro eterno

da apagada luz


que foi a humanidade

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quarta-feira, janeiro 23, 2008

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Sou um estrangeiro no mundo
olhando, alheio, seus transeuntes
tentando imitá-los

na arte, no pensamento e no amor

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segunda-feira, janeiro 14, 2008

terça-feira, dezembro 11, 2007

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A chuva urbana
cai urbana

Nas ruas urbanas
nas árvores urbanas
e seus sons e cheiros

E molha jardins urbanos
e pessoas urbanas

Que andam urbanas,
respiram e falam, urbanas,
assuntos daqui

O prédios, acordados,
observam as casas

Chuva é chuva
molha e escorre sempre
nas mentes
ao menos

Recolhem-se roupas
e anseios

Dos varais
urbanos

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sábado, outubro 20, 2007

foto: Cascavel - Pr (Kaibers)

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Quis mais
os ventos souberam
o quanto eu quis

a leve vaga
dos teus sonhos

vestidos em mim

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segunda-feira, outubro 15, 2007

foto: Cascavel - Pr (Kaibers)
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silêncio
silêncio
silêncio


deixa calar o que estão falando
deixa os calos


falam e não dizem
do que a alma
roga


rogam e não falam
do que a alma
implora


silêncio
silêncio
silêncio


atráz do silêncio
a Vida
singela e pequena
discreta
e serena


brota


...

...


Se sou

eu sendo




se está sendo agora


a lua escura


no céu-fim





se fui

vento, pedra, água






nada nada


disso


ficou






tudo é Nada


nada é Tudo





(e ...)