domingo, abril 18, 2010

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As vezes
olho de cabeça pra baixo
e penso:

é assim que tinha que ser

As vezes acho
que nem deveria existir

E as vezes nem penso muito
para nao mais sofrer

...

domingo, abril 11, 2010

domingo, março 14, 2010

E hoje

degustaremos tediosamente mais uma tentativa,

do destino ou em vida,

de nos manter acesos ante as cinzas

que ja invadem nossos olhos...
Ouço meu corpo,
ouço meus medos,
ouço meus sonhos,

ouço os homens
os bons e os maus,

ouço o silencio
e o barulho


tudo diz algo
em sua dificil linguagem


nem sempre há consolo

ante a voz

da propria existencia


E tudo se cala

em sua propria finitide

novamente

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terça-feira, junho 23, 2009

sábado, abril 11, 2009

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Absorvida
sua densa
intensidade

forma-se
substancia
nebulosa
fluida e organica

Mastigo
a existência

Logo
dilui-se
em galaxias
flutuantes

Universo adentro
...
...

Não fugir dos dias cinzas
Nem fingir esquecê-los
Sob o teto fácil
Da loucura ou da ironia

Mas Bebê-los
Extraindo a exata temperatura

Sorvê-los
Em cada tom claro ou escuro
Até que os olhos percebam:
Nem eram tão cinzas

Pairavam outras cores e tons

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segunda-feira, janeiro 26, 2009

Lago Municipal - Cascavel - Paraná (foto: Kaibers)


Nao tinha nada no meu caminho
pedra a pedra
o fui construindo
nao entristeço
pelo calos
pude escolher
as arvores
os verdes
passáros
vou tranquilo
desfruto das sombras
sao minhas
e sao de todos
que quiserem vir
o descanso
contudo
é breve
breves sao meus dias
e o caminho precisa
seguir
quando eu e ele
sermos finalmente um
nao teremos
(nenhum dos dois)
mais fim

segunda-feira, dezembro 22, 2008

quinta-feira, outubro 09, 2008

Atenção! Alteração de lei!

Ficam dispostas a seguintes alterações:
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.
.
Autorizado caminhar descalço e sentir a vida pulsando na via;

Autorizado ser o que é. E só;

Autorizado doar sem esperar algo em troca;

Autorizado abraço fora de hora;

Autorizado entregar-se ao comum, a mutuo, ao todo...

Autorizado sentir-se só. E só.

Autorizado chorar;

Autorizado errar;

Autorizado perdoar-se;

Autorizado aquecer-se ao sol. E esquecer-se;

Autorizado colher ramos, rumos, rimas...

Autorizado o mergulho no infinito da infinitude tua!

Autorizado sentir o vento trazer uma umidade mínima, gota improvável (do céu ou rio?);

Fica autorizado também pensar no outro, pensar no coletivo e olhar além do próprio umbigo;

De acordo com o item anterior, fica autorizado deixar de ser individualista e consumir menos;

Autorizado olhar pra cima, de baixo de uma árvore.

Autorizado olhar pra baixo, de cima de uma árvore.

E Autorizado continuar este poema!
.

terça-feira, setembro 09, 2008

terça-feira, julho 01, 2008


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A senha do banco
a senha do pouco
a senha do brinco
a senha do louco

O ouro dos tolos
o falso diamante
o dinamite pronto
o holocausto novo


A senha do sentido
a senha do surdo
a senha do medo
a senha do mudo
a senha do rumo

E ainda em outro
acessar o sonho
mensurar o beijo
desejar o sono
mergulhar no zelo

Ser
no desvelo

Aceitar
da dúvida mor
o ensejo:
qual é senha
do maior segredo?



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quinta-feira, junho 12, 2008

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Estou correndo na chuva
e nao sei para onde irei
e nem sei para onde voce está indo

estou molhando na chuva
e agora quero só curtir

enquanto voce esta indo
para algum lugar

continuo correndo até o fim
isso se terá algum fim
algum dia

quando houver sol
e eu te encontrar

ainda estarei correndo
na chuva
sem voce




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terça-feira, junho 10, 2008

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Dá-me de beber
um amarelo folha-seca

pra matar a sede
dos olhos meus

Dá-me de sentir
um amarelo
sol-poente

pra eu dormir
sem dor

o sono
dos decentes


Dá-me de correr
no amarelo azul
de um poema sem início

que começou sem mim
(que terá fim?)


a vida

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sábado, maio 31, 2008

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Sopra vento

Leva a leve
borboleta
do tempo

Volta
vento
à vívida
brisa
sopro

E permanece
indo

sempre
sempre
sempre
...

sábado, maio 10, 2008

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E hoje

que diria eu do futuro?

Uma visão sem foco
de uma esperança morta?

E do passado?
A sensação incompleta
de uma completa insignificancia?

Hoje
estamos entre vivos
e nao sabemos o que dizer

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terça-feira, maio 06, 2008

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Envolta em encantos e deleites

tão raros e sublimes




Via nas flores

não sua beleza óbvia e aparente




Mas o desejo inconsciente que
aqueles frágeis seres traziam




De apenas ceder aos ventos

e às chuvas

numa dinâmica permanente




E lembrava nisso seus intentos

secretos de lutar ou desisitir




De sua própria
flor-existência





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domingo, março 09, 2008

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Construir
Desconstruir
Construir
Descontruir


Ir
Voltar
Ir


A mim,
ao outro
a ti!

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