quarta-feira, setembro 21, 2011
quarta-feira, agosto 31, 2011
terça-feira, agosto 30, 2011
...
Se a voz do tempo tivesse gritado
Para nos espertar
Nos desapertar
Do sono da existência
Do feno da ignorância
Dos véus de ilusão...
Mas ela era movimento e contemplação
Pura e simples
E no templo do tempo
Havia um altar de pedras redondas
alisadas pelos atritos
que sofreram
Sulcadas pelos risos
Choradas pelos rios
Cunhadas por solidão
Quem soube ouvir a voz de uma pedra
Ouviu a voz do tempo
Porque sua voz é pura e simples
É completo silêncio
e resignação
...
segunda-feira, agosto 29, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Estamos fartos!
Fartos de lançamentos de carros novos
De celulares com mais 10 funções inéditas
que nunca utilizaremos
Fartos de nos dizerem
O que devemos usar
o que devemos dizer
o que devemos sentir
Fartos de propagandas vazias
Com cachorros pra criar empatia
Ou mulher bonita pra vender a cerveja
Fartos de noticias banais
Sobre a vida idiota
De exibicionistas narcisos
Fartos de fatos imprecisos
Criados, manipulados
E vendidos
Fartos do discurso falso
De indústria verde
De criação de empregos
Da ditadura da economia
Fartos de tanta violência simbólica
Da violência física e psicológica
Dos que sugam a mais-valia
Fartos de criar expectativas falsas
Das falas demagogas
Em nome de uma pseudo- democracia
Estamos fartos de ofertas e lançamentos
Dos mercadores de almas
De programas de domingo
Vomitando baixo entretenimento
Fartos de ver a fartura em poucas mãos
Sendo que ela foi construída por muitos
Alguém, por favor,
Queira criar alguma coisa nova
Uma coisa outra
Que nos devolva um pouco de respiração
Nos deixe cultivar um pouco de sossego na alma
e faça brotar alguma poesia
Enquanto aprendemos o silêncio!
...
Fartos de lançamentos de carros novos
De celulares com mais 10 funções inéditas
que nunca utilizaremos
Fartos de nos dizerem
O que devemos usar
o que devemos dizer
o que devemos sentir
Fartos de propagandas vazias
Com cachorros pra criar empatia
Ou mulher bonita pra vender a cerveja
Fartos de noticias banais
Sobre a vida idiota
De exibicionistas narcisos
Fartos de fatos imprecisos
Criados, manipulados
E vendidos
Fartos do discurso falso
De indústria verde
De criação de empregos
Da ditadura da economia
Fartos de tanta violência simbólica
Da violência física e psicológica
Dos que sugam a mais-valia
Fartos de criar expectativas falsas
Das falas demagogas
Em nome de uma pseudo- democracia
Estamos fartos de ofertas e lançamentos
Dos mercadores de almas
De programas de domingo
Vomitando baixo entretenimento
Fartos de ver a fartura em poucas mãos
Sendo que ela foi construída por muitos
Alguém, por favor,
Queira criar alguma coisa nova
Uma coisa outra
Que nos devolva um pouco de respiração
Nos deixe cultivar um pouco de sossego na alma
e faça brotar alguma poesia
Enquanto aprendemos o silêncio!
...
Continue vc a poesia!
sexta-feira, novembro 05, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
terça-feira, maio 18, 2010
...
Não me julgue pelo que falo
Nem julgue o que sai da minha boca
Tudo isso é palco
Tudo isso é pouco
É tudo solto
É só meu modo de te crer
Só meu medo de te ver
Meu meio de te ter
Dentro desse oco do discurso
Há uma infinidade de coisas indo, vindo
Incontáveis momentos de encanto
Que eu não sei descrever
Que não consigo dizer
Mas sinta minhas veias:
Pulsam
E as tuas também
Estão correndo
Ao toque sutil dos dedos
As células ecoam e
Vibram
Saboreiam
Desfrutam
É meu carnal bouquê
Sendo-te oferecido
Em doce sacrifício
Devora-o com teus dentes
Sem receio
E despedaça esse disfarce
Forjado
E corroído
Esse pesado traje
Chamado Eu, chamado Você
Chamado nós
Chamado texto
...
Não me julgue pelo que falo
Nem julgue o que sai da minha boca
Tudo isso é palco
Tudo isso é pouco
É tudo solto
É só meu modo de te crer
Só meu medo de te ver
Meu meio de te ter
Dentro desse oco do discurso
Há uma infinidade de coisas indo, vindo
Incontáveis momentos de encanto
Que eu não sei descrever
Que não consigo dizer
Mas sinta minhas veias:
Pulsam
E as tuas também
Estão correndo
Ao toque sutil dos dedos
As células ecoam e
Vibram
Saboreiam
Desfrutam
É meu carnal bouquê
Sendo-te oferecido
Em doce sacrifício
Devora-o com teus dentes
Sem receio
E despedaça esse disfarce
Forjado
E corroído
Esse pesado traje
Chamado Eu, chamado Você
Chamado nós
Chamado texto
...
domingo, abril 18, 2010
domingo, abril 11, 2010
domingo, março 14, 2010
terça-feira, junho 23, 2009
sábado, abril 11, 2009
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Nao tinha nada no meu caminho
pedra a pedra
o fui construindo
nao entristeço
pelo calos
pude escolher
as arvores
os verdes
passáros
vou tranquilo
desfruto das sombras
sao minhas
e sao de todos
que quiserem vir
o descanso
contudo
é breve
breves sao meus dias
e o caminho precisa
seguir
quando eu e ele
sermos finalmente um
nao teremos
(nenhum dos dois)
mais fim
segunda-feira, dezembro 22, 2008
quinta-feira, outubro 09, 2008
Atenção! Alteração de lei!
Ficam dispostas a seguintes alterações:
.
Ficam dispostas a seguintes alterações:
.
.
.
Autorizado caminhar descalço e sentir a vida pulsando na via;
Autorizado ser o que é. E só;
Autorizado doar sem esperar algo em troca;
Autorizado abraço fora de hora;
Autorizado entregar-se ao comum, a mutuo, ao todo...
Autorizado sentir-se só. E só.
Autorizado chorar;
Autorizado errar;
Autorizado perdoar-se;
Autorizado aquecer-se ao sol. E esquecer-se;
Autorizado colher ramos, rumos, rimas...
Autorizado o mergulho no infinito da infinitude tua!
Autorizado sentir o vento trazer uma umidade mínima, gota improvável (do céu ou rio?);
Fica autorizado também pensar no outro, pensar no coletivo e olhar além do próprio umbigo;
De acordo com o item anterior, fica autorizado deixar de ser individualista e consumir menos;
Autorizado olhar pra cima, de baixo de uma árvore.
Autorizado olhar pra baixo, de cima de uma árvore.
E Autorizado continuar este poema!
Autorizado ser o que é. E só;
Autorizado doar sem esperar algo em troca;
Autorizado abraço fora de hora;
Autorizado entregar-se ao comum, a mutuo, ao todo...
Autorizado sentir-se só. E só.
Autorizado chorar;
Autorizado errar;
Autorizado perdoar-se;
Autorizado aquecer-se ao sol. E esquecer-se;
Autorizado colher ramos, rumos, rimas...
Autorizado o mergulho no infinito da infinitude tua!
Autorizado sentir o vento trazer uma umidade mínima, gota improvável (do céu ou rio?);
Fica autorizado também pensar no outro, pensar no coletivo e olhar além do próprio umbigo;
De acordo com o item anterior, fica autorizado deixar de ser individualista e consumir menos;
Autorizado olhar pra cima, de baixo de uma árvore.
Autorizado olhar pra baixo, de cima de uma árvore.
E Autorizado continuar este poema!
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